Tipos, cuidados e sintomas do glaucoma

Sexta, 17 Maio 2019 13:44 |

A cada ano, são registrados 2,4 milhões de novos casos de glaucoma, conforme aponta o relatório da OMS (Organização Mundial da Saúde). No Brasil, a doença ocular atinge cerca de 2% das pessoas acima dos 40 anos, contabilizando 1 milhão de casos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Glaucoma. Ainda assim, poucos o conhecem e buscam o diagnóstico adequado, mas você não precisa entrar para as estatísticas. Entenda os tipos, cuidados necessários e os sintomas do glaucoma!

O que é o glaucoma?

Nossos olhos estão sempre em alerta, capturando e decifrando imagens ao longo do nosso dia. Esse processo, na verdade, se inicia em nossa córnea, que atravessa o globo ocular até chegar ao nosso nervo óptico, responsável por transmitir as luzes e cores que enxergamos para o nosso cérebro que, por sua vez, decodifica e transforma as imagens.

No entanto, em pacientes com glaucoma, o nervo óptico sofre lesões que evoluem gradativamente, causando sérios prejuízos à visão. Essas lesões podem ser causadas por um aumento da pressão ou uma alteração do fluxo sanguíneo na região ocular.

O maior desafio para o tratamento dessa doença é o diagnóstico, já que em muitos casos os sintomas do glaucoma não são identificados.

Quais são os tipos de glaucoma?

Glaucoma de ângulo aberto: O tipo mais comum, o glaucoma de ângulo aberto é crônico e tende a ser hereditário, evoluindo com o passar dos anos;

Glaucoma secundário: Pode ser causado por acidentes, outras doenças oculares e sistêmicas, ou pelo uso de medicamentos, como corticosteroides;

Glaucoma congênito: Nesse caso, a criança já nasce com glaucoma, que é herdado da mãe durante a gestação. Esse tipo é relativamente raro e, sempre que descoberto, deve ser tratado de forma imediata;

Glaucoma de ângulo fechado: Esse é o caso mais agressivo da doença ocular, porém, o mais raro também. Aqui, as alterações e lesões no nervo óptico surgem de forma repentina, podendo ser provocadas por traumas, acidentes, ou mesmo por genética. Assim, os sintomas do glaucoma de ângulo fechado são agudos e devem ser tratados com urgência!

Principais sintomas do glaucoma

Os sintomas do glaucoma podem variar de acordo com os tipos da doença. Em cada caso, os principais sinais e pontos de atenção são:

Glaucoma de ângulo aberto e secundário

Esse tipo geralmente não apresenta sintomas, ou mesmo possui sinais que muitas vezes são ignorados, mas em alguns casos pode ocorrer:

  • Enxaqueca;
  • Miopia;
  • Perda gradual da visão;
  • Perda gradual da visão periférica lateral.

Glaucoma congênito

Os sintomas do glaucoma congênito costumam ser notados nos primeiros meses de vida, incluindo:

  • Nebulosidade na parte frontal do olho;
  • Aumento de um olho ou de ambos os olhos;
  • Olho vermelho;
  • Sensibilidade à luz;
  • Lacrimação recorrente.

Glaucoma de ângulo fechado

Nesse caso, os sintomas podem ser intermitentes ou constantes no início, piorando de imediato. Entre os sinais estão:

  • Dor grave e súbita em um olho;
  • Visão embaçada ou reduzida;
  • Olhos vermelhos;
  • Olhos de aparência inchada;
  • Náusea e vômito.

Fatores de risco

Alguns fatores como idade, raça e histórico familiar podem contribuir com o desenvolvimento do glaucoma. Os pacientes com maior propensão apresentam:

  • Pressão intraocular elevada;
  • Idade acima dos 60 anos. No caso do glaucoma agudo, acima dos 40 anos;
  • Histórico familiar de glaucoma;
  • Histórico de outras doenças oculares, como descolamento de retina e inflamações;
  • Uso prolongado e indiscrimidado medicamentos à base de corticosteroides e colírios.

Além disso, negros, afrodescendentes, e pacientes portadores de doenças crônicas como diabetes, hipertensão, problemas cardíacos e hipertireoidismo também possuem mais riscos de apresentar os sintomas do glaucoma.

Diagnóstico e tratamento

Como em alguns casos os sinais não são percebidos, ou são ignorados, o principal cuidado é realizar exames preventivos e periódicos, bem como o acompanhamento médico.

Quando diagnosticado, o tratamento tem como objetivo amenizar os sintomas e prevenir a evolução da doença, uma vez que o glaucoma não tem cura. Dependendo do tipo, isso pode ser feito por meio de medicamentos ou até mesmo cirurgia.

Agora que você já conhece os principais pontos de atenção, não feche os olhos para os sintomas do glaucoma. O diagnóstico pode e deve ser feito o quanto antes, garantindo o tratamento adequado!

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